O sistema dos objetos
- segundaviablog
- 25 de jul.
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O momento decisivo da crítica semiológica de Baudrillard à contemporaneidade se dá em três obras principais: A sociedade de Consumo, O sistema dos objetos e Para uma crítica da economia política do signo. Em todas elas, ele desenha um novo trajeto da mercadoria que assume funções que extrapolam a sua constituição básica fundada em valor de uso e valor de troca, convertendo-se num instrumento representativo da organização comum.
Em O sistema dos objetos, são as coisas que aparecem em destaque para serem afirmadas enquanto integrantes de um modelo pautado por sua mediação, no qual cada item de consumo é minuciosamente pensado para assumir tarefas que dizem respeito ao seu significado na ordem coletiva, desempenhando o papel de verdadeiros signos de subjetividade e condição social.
Hoje, se já não podemos falar que esse esquema organizativo tem a mesma força de décadas atrás, não se pode negar de nenhum modo que ele continua como estrutura modelar que se expande para outras áreas de consumo, como os serviços e as redes sociais, dentro das quais o sistema dos objetos segue ativo, formatando o mundo em que estamos sob égide unilateral da mais-valia travestida em configurações sígnicas, identitárias e estéticas.





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