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Absurdo, angústia, soluções do marxismo

  • Foto do escritor: segundaviablog
    segundaviablog
  • 31 de ago.
  • 2 min de leitura

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Em dias recentes, uma pergunta de há vinte anos retomou às minhas problemáticas por meio do questionamento de um amigo. O que é um homem absurdo? A angústia do absurdismo é intransponível?


Sem dúvida, existem e devem existir por muito tempo homens e mulheres absurdos, pessoas que se inquietam diante da falta de sentido da existência, sua incorrespondência lógica entre o que se pensa e o que se vive, o dever-ser e o dado efetivamente, e que traz como reação comum o refúgio em filosofias do obscurecimento, em isolamentos estilizados como niilismo, ou em atos graves e conflituosos que substituem o nada pelo incômodo de um gesto inconsequente.


Como resposta, disse ao amigo que o marxismo ultrapassa essas posições. Mas isso é algo que merece ser explicado.


São duas coisas que o ponto de vista marxista faz em relação ao absurdo. O primeiro é dizer que o problema do sentido é puramente humano. Em si, não há por que perguntar pelo sentido das coisas. Nós é que inventamos isso. Logo, o sentido é ideal e não real, e não convém preocupar-se com esse tipo de pergunta no âmbito concreto dos fatos.


O segundo é que o isolamento burguês, provocado pela sua ideologia do individualismo, que assume inclusive feições crítico-filosóficas e estéticas de modo a ser cultuado também por intelectuais, é a grande causa prática das perturbações que assolam o existir humano. Quando sujeitos interagem livremente entre si, de modo cooperativo, dialogante e aberto, e se interrelacionam numa práxis social transfiguradora, o sentimento de angústia tende a desaparecer. Assim, é na coletividade que construímos os sentidos que tanto importam e nos deixam ativos.


Isso resolve tudo? De modo algum. Mesmo porque o mundo vigente é refratário a tais perspectivas. Porém é o caminho, embora crises particulares teimem em advir com alguma frequência.


De todo modo, curva à esquerda e, contra o absurdo, o comunitarismo.

 
 
 

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