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Declínio do imaginário, fim da representação

  • Foto do escritor: segundaviablog
    segundaviablog
  • 23 de abr. de 2025
  • 2 min de leitura



Não de hoje o pragmatismo tecnológico introjetou-se na indústria cultural por meio das redes sociais, e compôs uma nova forma de lidar com a invenção. 

 

Nela, surge um realismo esdrúxulo, pautado pelas narrativas de youtubers e influencers, que fingem viver aventuras verdadeiras e põem de lado os mecanismos ilusórios vitais, deixando pouco ou nenhum espaço para que criemos imagens mais agudas da realidade. 

 

A zona de poder dessas práticas se expande. No cinema, nada mais pode ser sugerido. Tudo precisa estar às vistas do espectador, que não suporta mais perguntar-se pelo que de fato ocorreu e prende-se ao universo visto e mastigado. 

 

Na literatura, surge uma ficção explicativa, mais preocupada em resenhar suas teses inaugurais do que expor, tal como dizia Camus, uma filosofia posta em imagens. 

 

Não se sabe bem quem está declinando mais rápido, se o público ou os artistas. Mas certo é que a ficção se aproxima de seu ponto final. 

 

Com tal fenômeno, perder-se-á também a capacidade não só de compreender metáforas, mas também de produzir utopias, de olhar o real e ver que pode haver algo mais profundo nele, qual seja, sua possibilidade de transformação. 

 

A arte, como está claro, não passará de um comercial de TV. 

 

A ficção, por sua vez, será a ideologia da aparência, sem apontar para intuições essenciais. 

 

O Instagram e o Tik Tok, com seus filtros infinitos, mostrarão um mundo seguramente falso, mas em nada criador, e que nunca mais nos dará o conteúdo latente dos sonhos. 

 

10 

A grande comédia, no caso, é que tudo isso nos será suficiente, como já deve ser na grande maioria das vezes. Para maiores informações, pergunte aos jovens. 

 
 
 

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