Encontrar o leitor
- segundaviablog
- 13 de jul.
- 1 min de leitura

A ideia de escrever para si é uma proposta traída quando se publica.
Mas existe sim o narcisismo, e a ambição de que nossas insanidades mais solipsistas vão cativar interessados. O melhor dos mundos para o egotismo.
Porém, quando se sai disso, demora-se, contudo se aprende que escrever na dialética de si para os outros melhora nossa escrita. Somos inevitavelmente maiores quando incorporamos a coletividade. Ganhamos em esteticidade e amplitude. Avançamos no comunicativo. No mais, não é o que escrevemos o resultado do que vimos repercutir de fora? A verdade não é mônada e sim uma larga esfera.
O que o autor deve pretender, sobretudo, é encontrar todos os seus leitores. Já falamos que não faz sentido publicar para si; tampouco é interessante achar meia dúzia de entusiastas que vamos julgar distintos. Isso é a continuação do excessivo amor próprio. Não. É preciso chegar à máxima difusão, mas sem dúvida obviamente nos nossos termos, na nossa linha de escrita.
No irascível mundo do capital, o leitor só é achado quando compram-lhe o livro. Concentre-se nisso e seguirá sua meta, sem desespero lucrativo, e sim com a vontade de uma troca autêntica.
O livro concreto, o leitor concreto, a autoria concreta. No sentido do real é onde a literatura se efetiva.






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