O escritor de margem
- segundaviablog
- 9 de set.
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Não há nada que se venda hoje que não seja mercadoria, que não esteja sob o domínio do capital.
Portanto, é menos válido o que pensamos, e sim o estatuto em que a sociabilidade nos coloca, definido, na verdade, por posições de classe.
Existe o escritor de margem – não confundamos aqui com a traiçoeira categoria de marginal. Contudo, há determinações importantes sobre isso.
Assim, a depender da condição de classe, a margem não é tão distante do centro como se imagina.
Logo, se pode viajar para ir às grandes mecas artísticas, você não está tão na borda. Menos ainda se frequentar as badaladas oficinais de escrita.
O caminho diminui mais se consegue ser amigo dos editores presunçosos do Rio ou SP, os donos da confraria da indústria cultural desse ramo pseudonãocomercial chamado literatura.
Ou tem quase nenhuma separação quando se pode pagar por tudo, das edições às mesas em eventos do circuito nacional.
De todo modo, em resumo, quando se tem dinheiro para as questões acima.
Sim, o escritor de margem existe, porém este não é um lugar, uma identidade, um agrupamento. Não que tais elementos não compareçam, porém podem ser sempre superados pela primazia do econômico.
Mesmo na escrita, a verdadeira margem, para o mundo em voga, é a periferia do capitalismo.
Logo, revolução em todo lugar e sempre. A luta é ubíqua.






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