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Por uma estética do erro

  • Foto do escritor: segundaviablog
    segundaviablog
  • 24 de jul.
  • 1 min de leitura

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A única maneira de espelhar a erraticidade do mundo é realizar uma arte errática também.


Que não seja, contudo, um defeito, ou uma falha provocada. É preciso não querer e ainda assim errar, como se faz no mundo de fato. É isso o que se pode chamar de autêntico realismo.


Por essa razão, oficinas não são desejáveis, pois consertam, ajustam. O mundo burguês, com suas já derrocadas tradições, é um lugar decadente porque consertado demais, porque formatado numa doutrina do não ir. Enfatize-se aqui que falamos de arte e não de igualdade política.


Assim, todos os caminhos estão no mapa. Somente quando se cai em armadilhas é que se produz algo que não visto.


Pintar o quadro ou tirar a fotografia com um punctum distraído, escrever uma frase de sintaxe ambígua. Olhar para uma coisa e dizer outra sem atinar o motivo. Ver quem experiencia a obra, e animar-se com seu espanto ante o imprevisto.


O estranhamento, essa categoria velha, a presidir de novo o que se chama estilo.

 
 
 

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